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10/07/2016

Cuddler Program

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Procura-se voluntário para dar colo e carinho a bebês carentes



Um trabalho que não requer cursos, graduações e especializações; apenas muito amor e boa vontade. O Cuddler Program é um programa norte-americano que reúne pessoas dispostas a ajudar bebês nascidos de mães viciadas em heroína e que consumiram a droga durante a gestação. Os voluntários não precisam fazer mais nada além de dar colo, carinho e aconchego aos recém-nascidos em fase de abstinência da substância

Criado há 10 anos, o projeto surgiu quando funcionários do Magee-Womens Hospital of UPMC, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, começaram a reparar em um aumento de bebês nessa situação. Os recém-nascidos em fase de abstinência têm uma grande necessidade de carinho, porém, os enfermeiros não conseguem dedicar tanto tempo a eles. Outro ponto observado pela equipe é que os bebês que recebiam mais atenção acabavam indo para casa mais cedo, sem necessidade de medicação. A ideia já trouxe bons resultados. Em alguns dos casos, o período que os bebês precisam permanecer no hospital caiu pela metade - de 40 para 20 dias.

Os bebês têm uma doença conhecida como síndrome de abstinência neonatal (NAS é a sigla em inglês). Nessa condição, elas apresentam um conjunto de sintomas associados com a retirada da droga. Irritação, choro excessivo e muito alto, tremores, diarreia, dificuldade na amamentação, irritações na pele e vômitos são alguns deles. A gravidade do quadro varia de acordo com a criança e com a quantidade de heroína que a mãe usou, além da fase da gravidez em que isso aconteceu e da idade gestacional em que o bebê nasceu. Medicamentos para aliviar os sintomas são ministrados aos pequenos, mas o colo têm reforça o bom estado de saúde deles.

Nancy Stebler é uma das voluntárias em um hospital em Pittsburgh e, depois de finalmente conseguir acalmar uma menina, relatou, em entrevista ao Today Parents: "Ela passou por um período muito difícil de abstinência; foi muito triste de ver. Quando consegui acalmá-la, foi realmente um alívio". Aos 52 anos, Nancy é mãe de gêmeos de 26. Ela é voluntária há quatro anos.

Depois que seus filhos saíram de casa, Nancy resolveu dedicar seu tempo a outras crianças. Apesar de ter cuidado de dezenas delas em todos esses anos, uma menina que deu muito trabalho marcou sua memória. Tanto é que ela ainda mantém o contato com a família adotiva, envia cartões de aniversário e recebe notícias da menina. "Ela se transformou em uma linda e doce garotinha. É muito gratificante poder vê-la vivendo", disse.

Os voluntários que doam o seu tempo para aconchegar esses bebês em seus braços criam laços com eles e fazem a diferença. "Espero que, ao dar colo, possamos trazer um pouco de conforto. Talvez isso possa torná-los pessoas melhores, mais fortes ou mais felizes e, para mim, essa é a melhor coisa que eu poderia fazer por uma pessoa", finaliza.

Essa sou eu, Carolina,mãe, brasileira residente em Portugal
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09/07/2016

Projeto T-AMAR

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A cada dia mais mulheres se tornam mães antes de estarem preparadas. São vítimas da falta de planejamento familiar e, muitas delas, adolescentes, se veem repentinamente diante de um mundo completamente novo e difícil.

Não raro, famílias e parceiros se voltam contra a futura mãe que, sem ter a quem recorrer, cai em vícios e depressão, perdendo todas as forças que possui para lutar. Segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, somente em 2009, 444.056 jovens, entre 10 e 19 anos de idade, engravidaram no Brasil.

O projeto T-Amar nasceu da vontade que o grupo Godllywood tem de ajudar cada vez mais as mulheres da nossa sociedade. O objetivo do T-Amar é devolver a autoestima e a confiança dessas mães.



Missão complexa

A sociedade, por costumes julgadores que estão entranhados nela há muito tempo, oprime e menospreza todas as mulheres, que, por algum motivo, fogem dos padrões. Quando uma moça engravida sem estar casada, por exemplo, corre o risco de ser desamparada pela família e pelos amigos.

Devolver o respeito e o amor próprio nessas situações é essencial, mas complicado. É preciso trabalhar os lados psicológico, espiritual e material dessas mulheres.

Em um primeiro momento, as novas mães são convidadas a compartilhar suas experiências e, por meio do diálogo, readquirem o respeito próprio e percebem que um filho é, acima de tudo, um presente divino. Elas são auxiliadas a superar os medos e os sofrimentos pelos quais estão passando.

Tendo superado essa fase, é hora de cuidar da gravidez em si. Voluntariamente, psicólogos, ginecologistas e obstetras auxiliam no pré-natal, proporcionando ao bebê um desenvolvimento saudável.

Nascimento profissional

Naturalmente, é preciso mais do que recuperação psicológica para criar uma criança. Todo bebê necessita de atenção, alimentos, roupas, remédios e cuidados que custam caro. Mães que não estão empregadas carecem de uma renda para dar ao filho tudo o que ele necessita.

Conhecendo essa carência, o T-Amar, por meio de voluntários, oferece cursos profissionalizantes de artesanato, manicure, pedicure, cabeleireiro, maquiagem e computação. Dessa maneira, as mulheres ganham espaço no mercado de trabalho para atender às necessidades da criança.

Ademais, advogados e assistentes sociais também se voluntariam no atendimento às gestantes que necessitam de seus serviços.

As reuniões do T-Amar ocorrem mensalmente nos 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal. O projeto também está presente na Argentina, Estados Unidos, Guatemala, México e Venezuela.

Para ajudar Clique Aqui

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